O diário de um imortal

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sábado, 19 de fevereiro de 2011

capítulo- 4. Rafael

Sandra ficou algum tempo admirando o enorme quintal muito arborizado , algumas  palmeiras coqueiros , sagus enfeitavam o jardim da mansão. Rafael de repente chamou Sandra, ele estava na porta da casa ,ele fez um sinal com a mão a chamando para dentro , quando Sandra entrou na casa todos os outros já estavam sentados nos sofás da sala eram sofás de três lugares colocados em circulo naquela enorme sala . E todos estavam sentados neles, um em cada sofá .                                                                                                                                                         
–Desculpe Sandra , falta um sofá ,amanhã compramos mas um.                                                                                  
Rafael ofereceu o único sofá vazio para Sandra e ficou de pé . Ela se sentou timidamente diferente de todos os outros que estavam sentados relaxadamente.  Rafael continuou de pé ao lado do sofá de Sandra com as mãos para trás como um soldado, até o momento que ela incomodada pediu para que ele se sentasse ao seu lado. Sandra não entendia oque estava acontecendo até que Pedro se pronunciou ...                                                                                                                       
–Eu acho melhor começarmos pela ordem cronológica , primeiro o Rafael depois eu, Felipe e Guilherme .                                                                                                                                                                                  
Sandra Ficou muito assustada, do que eles estavam falando ?                                                                                  
-Estamos no ano de 2010 eu fui transformado quando tinha 22 anos e isso foi em 1910 então esse ano estou fazendo meu centenário de morte. Sandra ficou ainda mais assustada com o tom de veracidade com que ele falava. Mas tal tom de veracidade só era possível porque Rafael realmente estava falando a verdade.                                                                  
–Eu morava no Rio de Janeiro ,naquela  época  “a capital do Brasil “. Os Vampiros pra mim eram uma lenda como hoje ainda é para a maioria das pessoas. Eu nasci  em uma família pobre, e não tinha muito jeito de sair desta condição. Eu tinha uma esposa e uma filha de 4 anos . Eu trabalhava em uma fabrica de tecidos, uma espécie de supervisor da fabrica que morava perto da minha casa e que vivia paquerando minha esposa. Um dia esse meu supervisor  chegou até mim e disse que eu ia trabalhar por mais algumas horas. Quando saí da fábrica e cheguei em casa já quase de madrugada encontrei minha esposa e minha filha mortas, minha filha no chão do meu quarto e minha esposa em cima da cama, oque mais me intrigou era que as duas estavam nuas. Meu coração disparou e eu chorava como uma criança. Eu não sabia oque fazer,  ajoelhei e chorei muito no chão do meu quarto. Até que decidi chamar a policia saí correndo porta a fora tentando chegar o mais rápido possível a delegacia. após uns dois minutos de corrida, senti alguém por o pé na minha frente , e eu obviamente caí no chão. Eu levantei com muita raiva e sangrando, mas quando olhei em minha volta eu estava no meio da rua e não havia ninguém a minha volta. Quando estava me preparando para correr de novo surgiu um homem na minha frente. Ele era alto muito  bem vestido e com um chapéu caindo para frente do rosto que escondia um pouco do rosto. Eu me assustei e andei um pouco para traz. Foi aí então que ele falou...                                                                                                                       
– Esqueça a Policia! O único que pode fazer justiça é você , mas  para isso você vai precisar da minha ajuda, só que eu também vou precisar da sua ajuda para outra coisa.                                             
–Do que você esta falando?  Eu perguntei .                                                                                                                       
– Foi o Joaquim , teu supervisor quem estuprou e matou sua esposa e sua filha.                                        
–Eu fiquei atônito , como ele sabia disso ? Enquanto eu pensava como ele podia saber disso e quem era aquele homem, com uma das mãos ele agarrou com uma das mãos a parte lateral do meu pescoço  e cravou os dentes na parte que não estava segura. Eu fiquei amolecido, prostrado de tanta dor. Quando acordei estava deitado dentro de um galpão de chão batido, com muita fome e sede e uma inquietação muito grande. Quando olhei para o fundo do galpão O Joaquim um supervisor estava enterrado até a cintura no chão, com as mão amarradas , amordaçado e muito assustado. Com apenas um salto eu percorri cerca de 15 metros sem tomar distancia , do local aonde eu estava até aonde ele estava enterrado . Eu encachei minha mão por baixo de suas axilas e o suspendi arrancando o do chão. Eu cravei lhe os dentes no pescoço e suguei todo o sangue do seu corpo. Quando fiz isso , tive a mesma reação que todos vocês quando passaram pela mesma situação. Nunca mais eu vi o vampiro que me transformou, também nunca fiquei sabendo o nome dele. Mas no bolso da minha calça com algumas explicações sobre a vida de vampiro. Eu desse dia em diante resolvi sair pelo mundo viajei por alguns países e muitos lugares do Brasil também , a decisão de só me alimentar do sangue de criminosos foi uma decisão exclusivamente minha . Pedro você  é o próximo.

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