O diário de um imortal

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sábado, 19 de fevereiro de 2011

capítulo 6 - Felipe

Felipe emendou a fala imediatamente após  o termino do final da estória do Pedro.                                                                                                                                        
- Eu fui transformado dez anos após a transformação do Pedro. Eu tinha 20 anos, e morava no rio de janeiro. Estávamos no período da ditadura militar, “os anos de chumbo”. Nessa época quem governava era o presidente Médici, considerado o mais rígido presidente de todo o período da ditadura militar. Eu era universitário, estudava historia e eu era radicalmente contra a ditadura militar. Varias vezes participei de protestos contra a ditadura militar, no rio de janeiro e viajei varias vezes para São Paulo para  poder participar de manifestações lá também . Um dia enquanto eu saía da faculdade e ia para casa, dois soldados me pararam na rua e pediram meus documentos , quando eu levei a mão no bolso para apanhar minha carteira, eu vi que ela não estava lá. Naquela hora eu achei que tinha perdido ela, mas hoje eu já não tenho certeza disso. Eles me prenderam sobre a acusação de vadiagem. Mas foi só uma desculpa, eles me queriam porque eu era um ativista contra a ditadura militar. Durante meses eu fiquei preso em uma cela de prisão onde cabiam quinze pessoas e lá dormiam trinta e cinco, as baratas e ratos caminhavam sobre a gente enquanto nós dormíamos. A agua que bebíamos era liberada somente durante dez minutos por dia por uma torneira dentro do próprio cárcere e junto da agua vinham placas de lodo. Comíamos apenas uma vez por dia , a comida vinha em uma marmita que o carcereiro fazia questão de abri las e cuspir em todas elas , uma por uma. Mas além disso havia seções de torturas diárias. Sofri inúmeras seções de eletrochoque e espancamento, uma vez pegaram um arame e o usuram para cutucar a minha uretra. Eu vi uma mulher ser estuprada por seis homens e quando um deles terminou, voltou e terminou o seu estupro com um cabo de vassoura. Até que um dia depois de ser eletrocutado ter levado uma surra com vários pedaços de madeira, ser afogado , ter sangrado muito pela uretra  e ficar quinze horas pendurado no pau de arara. Eu estava entre a vida e a morte dois homens me seguraram pelas pernas e pelos braços e começaram a me carregar para fora da prisão , lá atrás havia uma cova coletiva. Já era noite, e era um lugar precariamente iluminado. Quando eles me jogaram dentro da sepultura , e um deles estava prestes a jogar uma pá de terra em cima de mim eu vi um dos soldados cair pra frente e ser arrastado para longe de mim em uma velocidade sobrenatural , enquanto ele gritava e era arrastado o outro levantou o fuzil com um semblante apavorado , procurava entender oque estava acontecendo. Até que o mesmo aconteceu com ele só que no sentido oposto ao que seu amigo foi carregado. Depois de muitos gritos dos soldados eu vi dois homens se aproximarem de mim e começaram a me observar, eu estava deitado, largado lá até que eu desmaiei. Quando acordei três dias depois eu estava deitado numa cama em um quarto enorme com um homem fardado amordaçado com as mão amarradas e sentado no chão. Eu imediatamente voei em sua direção e mordi lhe o pescoço. Para variar eu fiquei apavorado, surpreso... Quando eu fiz aquilo. Rafael e Pedro estavam de longe sentados me observando. Eles não saíram do lugar, Pedro disse que era para eu ficar calmo e que todas a minha perguntas seriam respondidas. Rafael me convidou para me aproximar deles, eu me recusei mas mesmo assim ele me explico oque tinha acontecido e me convidou para me juntar a eles . Eu estava sendo sepultado quando Rafael e o Pedro me salvaram e me deram esta nova condição de sobrevivência.      

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